Leblon, Rio de Janeiro Voltando para casa, eu estava extremamente tenso. Só me joguei no sofá. Era como se o mundo estivesse cinza, sentia muita dor e precisava de alívio. Até comecei a me mastürbar na sala, mas bateram à porta. “Inferno!”, xinguei mentalmente. Abri a porta e Marta, a vizinha safäda, era quem batia. Novamente com a roupa de academia, nem esperei que falasse. Peguei-lhe pelo cabelo para procurar um beijo. Ela até se debateu e pediu calma; queria fazer um cü doce que eu não tinha paciência para deixar. Envolvi sua cintura para guiá-la para dentro do apartamento e fechei a porta. O olhar parecia surpreso e me pediu para parar. — Não quer? — perguntei, fitando seus olhos. Um sorrisinho surgiu no canto de sua boca. — O que te aconteceu? — perguntou, tocando meu rosto.

