A rotina na mansão Muller era como um relógio, cada pessoa seguindo pontual e metodicamente o cronograma diário. Na volta de sua corrida matinal, Carlota sentiu algo estranho no ar, embora não soubesse definir exatamente o que era. Quando se sentou para o café da manhã compreendeu a sensação. — E o Nathaniel? — perguntou para Bete, quando esta terminou de coordenar os empregados na colocação dos pratos. — Não saiu do quarto hoje — a governanta respondeu, a testa contraída sendo inconscientemente imitado pelo de Carlota. — Como assim não saiu do quarto? Está doente? — Bati na porta, mas o menino não me deixou entrar. Perguntei se estava bem, e ele disse que precisava dormir — contou deixando transparecer a preocupação que a corroía. — Ele sempre é tão sorridente e gentil, mas ontem, qua

