Ponto de Vista: Ariadne O silêncio do auditório privativo do departamento de Direito Civil era denso, quebrado apenas pelo eco metálico da chuva pesada que atingia os vitrais superiores. As luzes principais estavam apagadas; apenas um único refletor sobre o pódio de madeira nobre iluminava a sala. A universidade inteira já havia esvaziado após as dezoito horas, mas a minha jornada acadêmica estava longe de terminar. Eu estava sobre a mesa do pódio, a mesma onde o conselho de professores se reunia para as bancas de defesa de tese. O meu vestido de linho bege fora completamente rasgado e empurrado até a altura do meu pescoço, deixando o meu peito nu exposto ao ar frio do auditório. As correntes de ouro nobre mantinham as minhas coxas abertas e presas às extremidades de madeira da mesa, f

