Ponto de Vista: Ariadne Sete dias haviam se passado desde a noite do julgamento da penumbra. Uma semana inteira mantida no mais absoluto isolamento no terceiro andar da mansão de Thorne, onde o tempo parecia diluído na névoa perpétua que cobria os jardins. Minha rotina fora despida de qualquer vestígio do mundo exterior. Sem telefone, sem relógios e sem roupas convencionais; minha existência limitava-se às túnicas de seda transparente que Thorne selecionava e às correntes de ouro nobre que agora faziam parte da minha própria pele. A biblioteca privativa, antes um santuário de estudo, tornara-se o anfiteatro do meu condicionamento diário. O cheiro de papel secular misturava-se ao aroma persistente do meu próprio corpo lubrificado. Eu estava ajoelhada sobre o grande tapete persa, diant

