Ponto de Vista: Ariadne O eco da chuva batendo contra os vitrais da mansão de Thorne no bairro nobre da metrópole era o único som que preenchia a vasta sala de estar revestida em madeira de carvalho. O cheiro de couro, papel antigo e uísque turfado impregnava o ambiente. No centro da sala, diante de uma lareira acesa, o clima não trazia qualquer calor de conforto — apenas a iminência de um novo nível de servidão. Eu estava ajoelhada sobre o tapete persa, vestindo apenas a lingerie de seda preta que Thorne me ordenara colocar após a saída do departamento de Direito. As correntes de ouro nobre mantinham-se trancadas nas minhas coxas, o metal morno reluzindo com o reflexo das chamas. Ao meu lado, Ana, Verena e Soraia também permaneciam ajoelhadas em silêncio. As marcas da semana de trabal

