Capítulo 3

1698 Words
​Ponto de Vista: Ariadne ​O SUV blindado avançava devagar pela estrada de terra batida, cercada por uma vegetação densa que engolia quase toda a luz dos faróis. O silêncio dentro do veículo era denso, interrompido apenas pelo som suave do motor e pela respiração pesada de nós quatro. No meu colo, minhas mãos entrelaçadas estavam frias, mas o interior do meu corpo queimava. A entrega dos nossos celulares no momento em que entramos no carro tinha sido o primeiro golpe real: o mundo lá fora deixara de existir. ​Quando o veículo finalmente parou, os portões de ferro trabalhado da propriedade se abriram com um rangido pesado. A mansão erguia-se soberba no meio da penumbra, uma estrutura de pedra escura e vidros espelhados, isolada de tudo e de todos. O motorista desceu, abrindo a porta para que saíssemos. O ar da noite estava gelado, mas o arrepio que percorreu minha espinha não tinha relação com o clima. ​— Sejam bem-vindas — a voz de Thorne soou antes mesmo que meus olhos conseguissem focar a figura imponente na entrada da casa. ​Ele estava encostado na coluna de pedra do pórtico, usando uma calça social escura e uma camisa de linho preta com os primeiros botões abertos, revelando o início do peitoral firme. Ao lado dele, três homens de presença igualmente esmagadora nos observavam com uma intensidade predatória. ​— Sem passos para trás, Ariadne — Thorne disse, descendo os degraus de pedra devagar. O olhar dele travou no meu, desarmando qualquer vestígio de controle que eu ainda tentava manter. — A partir do momento em que cruzaram aquele portão, o contrato entrou em vigor. ​Ele parou a poucos centímetros de mim. Sentir o cheiro de seu perfume amadeirado combinado com o odor forte de uísque me fez dar um passo involuntário para a frente, colando quase todo o meu peito contra o dele. Thorne levou a mão grande à minha nuca, enfiando os dedos pelos meus cabelos e puxando minha cabeça para trás com a força exata para expor meu pescoço. ​— Olhe para mim — ele ordenou, a voz grave ressoando direto no meu ouvido. — A partir de agora, seu corpo não te pertence. Cada respiração, cada toque, cada gota de prazer que você sentir esta noite será concedida por mim. Entendeu? ​— Sim... — murmurei, a voz falhando enquanto a pressão dos dedos dele na minha nuca me fazia arfar. ​— "Sim, senhor Thorne" — ele corrigiu, apertando mais o controle sobre minha nuca antes de deslizar a outra mão pela minha cintura, apertando a carne macia do meu quadril com possessividade. — Vamos ensinar a vocês o verdadeiro significado da palavra submissão. ​Ponto de Vista: Ana ​Enquanto Thorne tomava Ariadne para si na entrada, meu olhar encontrou o homem que estava logo atrás dele. Dominic Becker. Ele era ainda mais alto e ombro a ombro do que nas fotos de revistas de negócios. Vestia um terno sob medida sem gravata, e seus olhos escuros e gélidos pareciam calcular cada centímetro da minha anatomia com um desdém provocante. ​Caminhei em direção a ele, tentando manter o queixo erguido e meu orgulho intacto, mas a forma como ele me olhava fazia minhas pernas tremerem. ​— Você deve ser a garota cética — Dominic disse, sem se mover um milímetro. A voz dele era um trovão contido, transbordando autoridade. — A que acha que pode resistir. ​— Eu não sou fácil de dobrar, Becker — desafiei, a respiração entrecortada pela proximidade sufocante. ​Um sorriso lento e c***l surgiu nos lábios dele. Sem aviso, Dominic deu um passo rápido, segurando meu pulso esquerdo e torcendo-o com firmeza para trás das minhas costas, puxando meu corpo de encontro ao dele de forma violenta. Minha frente colou inteira no torso rígido dele. Senti a dureza impressionante entre as pernas dele pressionando direto contra o meu ventre através do tecido fino do meu vestido. ​— Eu adoro quando tentam lutar — ele sussurrou perto da minha boca, o hálito quente de conhaque queimando minha pele. Com a mão livre, ele segurou meu queixo com força, os dedos cravando na minha pele até me obrigar a olhar nos seus olhos. — Seu orgulho vai ser a primeira coisa que vou destruir nesta casa, Ana. Vou fazer você se ajoelhar neste chão de mármore e implorar para que eu enfie o meu pênis no seu sexo molhado até você esquecer o próprio nome. ​Minha calcinha encharcou instantaneamente. A linguagem crua, direta e sem filtros me atingiu como um tapa físico, desmontando qualquer argumento racional. Eu queria odiá-lo, mas a reação do meu baixo ventre era de uma luxúria desesperada. ​Ponto de Vista: Verena ​O homem que se aproximou de mim não tinha a postura ostensiva de Dominic, mas exalava algo muito mais perigoso: uma frieza calculada. Dr. Gideon Kross olhava para mim como um cientista prestes a dissecá-la. Ele usava luvas de pelica preta ajustadas às mãos longas e uma camisa cinza-chumbo impecável. ​— Verena — ele pronunciou meu nome com uma precisão cirúrgica. — A garota movida pelos sentidos. ​— Você vai ficar me analisando ou vai me tocar de verdade? — perguntei, a audácia e a ansiedade queimando na minha língua. ​Gideon não respondeu com palavras. Ele deu um passo, segurando meu braço com a mão enluvada. O contraste do couro frio contra a minha pele quente fez um choque elétrico percorrer minha espinha. Ele desceu a mão lentamente pelo meu braço, subiu pela minha lateral e parou exatamente sobre o meu seio esquerdo, apertando a carne com uma força medida, esmagando o mamilo ereto através do tecido do vestido. ​Um gemido alto escapou da minha garganta, ecoando pelo hall de entrada. ​— Seus batimentos cardíacos estão em cento e vinte por minuto — Gideon murmurou, a voz assustadoramente calma enquanto continuava esmagando meu seio com a luva. — A resposta da sua pele é imediata. Você é um instrumento perfeitamente sensível, Verena. E eu vou usar cada milímetro do seu corpo para testar os limites do prazer e da dor. Você não vai dar um único gemido sem a minha permissão. Entendeu? ​Ele apertou o mamilo com mais força, uma dor aguda que se transformou instantaneamente em um jorro de calor diretamente entre minhas pernas. Minhas joelhos fraquejaram, e eu só não caí porque ele me segurava com firmeza pela cintura. ​— Responda — ele ordenou, o olhar frio cravado no meu. ​— Sim... sim, Doutor... por favor — supliquei, a necessidade de sentir mais daquele controle dominando qualquer resquício de pudor. ​Ponto de Vista: Soraia ​A escuridão do hall parecia se concentrar inteiramente ao redor de Kaelen Alistair. Ele permaneceu em silêncio enquanto os outros três tomavam suas posições com as garotas. Kaelen era alto, de cabelos escuros levemente desalinhados e olhos de um castanho tão profundo que pareciam devorar a luz. ​Quando todos os casais se definiram, ele finalmente caminhou em minha direção. Cada passo dele parecia o de um predador encurralando sua presa. Ele não falou nada. Simplesmente parou na minha frente e estendeu a mão, segurando o colar de prata que eu usava no pescoço. ​Com um puxão seco e violento, ele arrebentou a correntinha. O som do metal se rompendo ecoou no ambiente. ​— A partir deste segundo, você não carrega nada que pertença ao seu passado — a voz de Kaelen era grave, rouca, carregada de uma possessividade doentia que fez meu sangue ferver. — Você é minha, Soraia. Exclusivamente minha. ​Ele passou os braços ao redor da minha cintura, levantando meu corpo do chão como se eu não pesasse nada. Minhas pernas se enroscaram instintivamente ao redor do quadril dele. Kaelen me pressionou contra a parede de madeira da sala, enfiando a mão grande por baixo do meu vestido, rasgando o tecido da minha calcinha de renda com um único movimento bruto. ​Senti os dedos quentes e calejados dele tocando diretamente minha v***a encharcada. Ele enfiou dois dedos de uma vez dentro de mim, fundo, sem preliminares delicadas, rasgando um grito abafado da minha garganta enquanto sua boca se cravava no meu pescoço em um mordida dolorosa e deliciosa. ​— Você está totalmente molhada para mim — ele rosnou contra a minha pele, movimentando os dedos dentro de mim em um ritmo rápido e faminto. — É assim que eu quero você o tempo todo. Entregue, aberta e desesperada pelo meu corpo. ​Ponto de Vista: Ariadne ​A visão das minhas amigas sendo dominadas diante de mim só aumentou a loucura do ambiente. Thorne notou meu olhar fixo em Soraia sendo tomada contra a parede e segurou meu queixo, virando meu rosto com força para que eu olhasse apenas para ele. ​— O seu foco é em mim, Ariadne — Thorne disse, a voz cheia de uma autoridade inquestionável. ​Ele me puxou pelo braço, guiando-me em direção à escadaria principal que levava aos aposentos superiores, enquanto Dominic arrastava Ana pelo pulso, Gideon conduzia Verena e Kaelen carregava Soraia no colo. ​A mansão era um templo dedicado ao prazer sem limites, e as regras do jogo haviam sido impostas. Ao topo da escada, Thorne parou diante da porta do quarto principal. Ele abriu a porta e me empurrou para dentro. O quarto era enorme, dominado por uma cama king-size com lençóis de seda preta e correntes de couro presas à cabeceira. ​Thorne entrou logo em seguida, trancando a porta por dentro e jogando a chave sobre a mesa de apoio. O som da tranca girando selou a nossa noite. ​— Tire a roupa — ele ordenou, cruzando os braços e me encarando com a frieza de quem não aceitaria um segundo de hesitação. — Quero ver o corpo que me pertence inteiramente nua sobre a minha cama. Agora. ​Minhas mãos voaram para os botões do meu vestido. O pudor havia sido completamente destruído pela luxúria crua que dominava o ar. Eu estava prestes a me entregar ao homem que mudaria minha vida para sempre.
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