Ponto de Vista: Ariadne O som da campainha anunciando o fim da aula de Direito Civil pareceu a sentença de execução e libertação que eu esperava há duas horas. Enquanto os outros alunos recolhiam cadernos e conversavam sobre os temas da prova, mantive-me rígida na minha cadeira na primeira fileira. O calor que se acumulava entre minhas pernas era insuportável; a saia lápis, encharcada no tecido interno pela lubrificação contínua, colava na minha pele a cada micro-movimento. Thorne esperou o auditório esvaziar por completo. Ele organizava suas pastas com uma calma exasperante, sem dedicar a mim um único olhar direto. Quando o último estudante cruzou a porta dupla de madeira, ele finalmente ergueu os olhos cinzentos. — Gabinete. Em três minutos — ele ordenou, a voz baixa, firme e cort

