Ponto de Vista: Ariadne O pôr do sol tingia o oceano de um vermelho sangrento e alaranjado, projetando sombras longas pelas paredes de vidro da sala de jantar principal da mansão. A brisa do mar trazia um frescor agradável, mas dentro da casa o ar era quente, saturado de tensão e expectativa. O chão de mármore refletia a luz de dezenas de velas dispostas sobre a imensa mesa de madeira de lei, onde o banquete de encerramento do final de semana fora servido. Contudo, a refeição não exigia talheres para nós. Ana, Verena, Soraia e eu estávamos dispostas ao longo da mesa, não como convidadas, mas como o próprio leito de servidão. Eu permanecia deitada de costas sobre a madeira polida, com as pernas abertas e dependuradas nas bordas da mesa. As correntes de ouro nobre ainda trancadas nas m

