Ponto de Vista: Ariadne A névoa espessa da manhã cobria as montanhas que cercavam o refúgio, mas dentro do quarto o ar ainda estava saturado pelo cheiro de sexo, suor e couro. Minhas pernas continuavam amarradas à cabeceira da cama pela correia que Thorne usara horas antes. A dormência leve nos meus pulsos e a queimação pulsante na minha v****a eram lembretes físicos de que a noite não fora um sonho ou um delírio passageiro. Thorne estava sentado na poltrona ao lado da janela, vestindo uma calça de linho cinza e uma camisa branca com os primeiros botões abertos. Ele lia um documento de folhas espessas com uma caneta-tinteiro entre os dedos. A calma e a elegância com que segurava o papel contrastavam de forma avassaladora com a fúria e a violência com que havia sepultado seu pênis no me

