Ponto de Vista: Ariadne A autoridade na voz de Thorne ainda ecoava nas paredes de mármore do banheiro quando ele se virou e caminhou de volta pelo corredor. O som dos passos firmes dele reverberava no silêncio da madrugada. Olhei para Ana, Verena e Soraia. Nenhuma de nós disse uma única palavra; o tempo de conversa e alívio havia chegado ao fim. Secamos a pele com toalhas felpudas, deixamos os roupões e toalhas no chão e caminhamos totalmente nuas pelo corredor sombrio em direção às nossas respetivas suítes. A porta do quarto de Thorne estava entreaberta, deixando escapar apenas a luz fraca de um abajur de cúpula escura. Quando entrei, o ar do ambiente me atingiu como uma onda de calor denso e amadeirado. Thorne estava de pé junto à escrivaninha de madeira maciça, segurando uma garrafa

