Ponto de Vista: Ariadne O amanhecer do décimo dia do Voto de Trinta Dias trouxe uma névoa densa que cobria o jardim da mansão de Thorne. O cheiro de carvalho, cera e o aroma penetrante de café expresso e frutas cítricas preenchiam a ampla sala de jantar privativa. Contudo, sobre a longa mesa de madeira maciça envernizada, o banquete matinal não fora disposto para talheres tradicionais. Eu estava ajoelhada exatamente no centro da mesa de jantar, sobre um longo passador de linho branco. O meu corpo nulo e limpo exibia as marcas arroxeadas das sessões de orais e correntes dos dias anteriores. Os meus pulsos permaneciam contidos atrás das costas por abotoaduras de couro e aço, e as minhas pernas estavam abertas, com os joelhos apoiados sobre a madeira e os pés contidos por tiras de veludo.

