Ponto de Vista: Soraia A porta do quarto de Kaelen se fechou com um estrondo seco, mas a verdadeira prisão não era aquela madeira espessa; era a presença dele. O ambiente era sombrio, dominado por tons de cinza-escuro, madeira rústica e uma cama king-size de cabeceira alta, envolta por correntes e tiras de couro pesado. O cheiro dele me envolveu imediatamente: fumo de corda, couro e um perfume amadeirado denso, sufocante e viciante. Kaelen nem sequer acendeu as luzes principais, deixando apenas a claridade fraca do luar invadir a sala pelas cortinas meio abertas. Ele me soltou no chão e começou a tirar o casaco de couro e o cinto com movimentos deliberados, sem tirar os olhos de mim. Aquele olhar castanho e profundo não tinha a autoridade acadêmica de Thorne, o desdém financeiro de Dom

