Arabella.
— Me toque — murmurei, quase num sussurro carregado de desejo. Damian hesitou por um instante, mas depois cedeu.
Ele se aproximou com cuidado, cada movimento deliberado, como se testasse a intensidade da minha reação. A proximidade dele fazia meu coração disparar e minhas mãos tremerem. Cada gesto seu parecia calcular, medir e ao mesmo tempo incendiar uma tempestade de sentimentos dentro de mim.
— Você… você me deixa assim — disse, a respiração saindo curta, quase trêmula.
— Está me culpando? — Damian replicou com um meio sorriso, e sua voz, antes suave e tímida, agora carregava uma firmeza masculina que me fez estremecer. Era a voz de um homem seguro de si, dominante, mas ainda misterioso. Um tom que eu nunca tinha associado a ele, e, ainda assim, era exatamente o que meu corpo implorava para ouvir.
Eu ri, provocando-o, querendo que aquela autoridade em sua voz permanecesse. — Como homem, você tem que tomar a iniciativa.
Damian me encarou por um instante, os olhos cinzentos profundos fixos nos meus, revelando mais do que palavras poderiam dizer. Havia algo crível em sua postura, uma tensão contida e intensa que me mantinha presa a cada gesto, cada toque, cada olhar. Eu podia sentir o poder dele, a confiança que ele exalava, e, ao mesmo tempo, a vulnerabilidade que se escondia por trás daquela fachada de controle.
Ele então se inclinou mais perto, e eu pude sentir seu calor, sua presença ocupando todo o espaço ao meu redor. Minha mente girava com cada movimento dele, cada toque sutil que enviava ondas de eletricidade pelo meu corpo. Eu queria mais — mais proximidade, mais intensidade, mais dele —, mas não apenas fisicamente. Eu queria sentir sua mente, seu foco, sua atenção completamente voltada para mim.
— Segure firme — disse ele, a voz baixa e firme, cada palavra carregada de intensidade. — Eu estou aqui.
Segurei seu braço, meus dedos apertando sua pele, e, mesmo sem palavras, houve uma comunicação silenciosa entre nós. Um jogo de desejo e curiosidade, uma dança de controle e rendição. Damian me estudava tanto quanto eu o estudava, cada expressão, cada suspiro, cada olhar.
Eu não precisava de mais nada além de estar perto dele, sentir sua presença, perceber o calor que ele emanava. A tensão entre nós era elétrica, quase palpável, e mesmo sem avançar para o físico, meu corpo respondia a cada gesto dele, cada movimento dos ombros, cada respiração compartilhada.
— Arabella — ele sussurrou, quase num tom de confissão —, você me enlouquece.
Aquelas palavras, tão simples e diretas, me atravessaram como um raio. Eu sorri, sentindo uma mistura de excitação, fascínio e conexão profunda. Não era apenas desejo físico; era algo mais, mais intenso, mais complexo. Era o entendimento silencioso de que estávamos ligados de uma maneira que não poderia ser ignorada.
Ficamos ali, frente a frente, cada um absorvendo a presença do outro, cada silêncio preenchido de tensão, de atração, de promessa de algo que ainda estava por vir. E naquele momento, percebi que a verdadeira intensidade entre nós não estava nos atos, mas na expectativa, na proximidade, na conexão que nos deixava sem fôlego antes mesmo de qualquer movimento mais ousado.
Damian não sabia o que fazer consigo mesmo. Ele se remexeu na cadeira algumas vezes, como se estivesse desconfortável com a posição. Tossiu, depois, timidamente, tirou os óculos e limpou as lentes.
Ele acha que pode evitar meu olhar sedutor só tirando os óculos?
Dei uma risadinha. Esse homem tímido, que nem conseguia dizer a palavra "f**a-se", era realmente um cavalheiro. Como eu poderia não me sentir atraída por ele? Ele era lindo.
Ele era perfeito. Por que ele pensaria que ninguém o queria? Eu não conseguia entender. Mas ele parecia inseguro naquele momento, até mesmo submisso, e uma onda de emoção me dominou, fazendo-me querer consolá-lo.
— Você se lembra de mim, Damian? — Coloquei minha mão sobre a dele e peguei seus óculos, colocando-os no pequeno suporte ao nosso lado. — De três anos atrás. Na boate. — Seu corpo enrijeceu, seus olhos se voltaram para mim, fitando-me com um anseio que eu também sentia.
— Eu gosto.
Foram apenas duas palavras, mas fizeram meu coração transbordar de
felicidade.
— Então por que você não disse nada?
— Você parecia não se lembrar de mim quando te cumprimentei.
— Eu me lembrava, mas estava com medo de que você não me reconhecesse de antes. Por isso fiquei tão feliz em te ver aqui. Quero conversar com você.
— Quero te dizer que me lembro de tudo. Desde a forma como seu toque queimou minha pele... até a forma como sua voz me fez ter pensamentos eróticos — sussurrei,
quase como se o estivesse hipnotizando, atraindo-o para minha intrincada teia de desejo.
Peguei sua mão e a coloquei em minha coxa nua. Ele se encolheu, querendo tirá-la, mas eu o mantive imóvel. Um calor escaldante penetrou minha pele imediatamente.
— Você gosta de mim? _ Eu não aguentava mais não saber a resposta.
O homem por quem eu estava obcecada nos últimos três anos, o homem que
me cativou desde o primeiro momento em que o vi na boate, estava
agora sentado na minha frente. Eu precisava saber se ele gostava de mim, mesmo que eu
o conhecesse há menos de um dia. O tempo, naquele momento, não era um problema.
Para mim, eu já conhecia Damian há mais de uma vida inteira. Ele era o homem dos meus sonhos e dos meus sonhos. E isso era o suficiente para mim.
— Gosto — ele disse baixinho.
Parecia que minha personalidade ousada ainda não havia diminuído, ressurgindo
mais do que antes quando ele disse aquelas duas palavras. Aproveitei a oportunidade para pular em seu colo e beijar seus lábios em resposta à minha pergunta faminta.
Damian não resistiu. Em vez disso, reivindicou meus lábios, sedento pelo meu cheiro, desejando mais quando lhe dei permissão para explorar minha boca
mais a fundo. Sua língua sondou, lambendo todas as superfícies disponíveis da minha cavidade, mergulhando na minha garganta e depois voltando com a minha língua. Sua mão subiu até meu seio, sem que eu precisasse incentivá-lo. Ele os apertou, beliscou e rolou até que meu c******s pulsasse, querendo que ele fizesse o mesmo ali. Ele chorou. Miou de tristeza enquanto secretava lágrimas, molhando minha calcinha.
Não querendo que ele parasse, afastei uma de suas mãos que estava ocupada em meu cabelo e o conduzi até minha b****a molhada.
— Me toque — sussurrei, respirando fundo, e então retomei minha aventura, beijando sua bochecha, lambendo sua têmpora e chupando seu lóbulo da orelha.
— Kimberly — ele sussurrou com a voz rouca, sua mão parando na linha da minha calcinha, incerto se era isso que eu queria.
— Me toque — repeti, incentivando-o. — Me toque e depois me possua.
— Não posso fazer isso, Kimberly. Não aqui.
— Então me faça gozar.
Escondidos sob a cobertura do pavilhão verde, onde arbustos e flores nativas nos cercavam, Damian me penetrou com os dedos. A saia que eu usava de alguma forma subiu até minha cintura e minha calcinha agora escondia os rostos tímidos das orquídeas.
Damian girou o dedo na entrada da minha v***a, me provocando como eu o provoquei, antes com a mão na minha coxa.
— Seria essa a sua retribuição? — Cerrei os dentes de frustração com a falta de compreensão dele em relação às minhas necessidades.
— Me toque — sussurrei novamente.
Dessa vez, ele obedeceu.
Foi um movimento lento, mas o movimento certo. Damian mergulhou lentamente no meu turbilhão, fazendo-me gritar de prazer, jorrando um fluido incandescente em seu dedo.
— Você está tão molhada — comentou ele.
— É porque você me deixou assim — murmurei, m*l conseguindo falar.
— Você está me culpando? — ele provocou.
Sua voz não era mais suave, nem mansa, mas uma voz máscula que impunha atenção, uma voz que eu não estava acostumada a associar a Damian. Mas de alguma forma, eu o imaginei sussurrando pensamentos obscenos no meu ouvido.
— Como homem, você precisa tomar a iniciativa — provoquei de volta, querendo que ele falasse naquele tom novamente.
Damian realmente tomou a iniciativa, penetrando minha b****a tão fundo até que eu m*l conseguisse falar ou respirar. Ele usou um dedo e, quando não foi suficiente,enfiou outro. Quase gritei quando um dedo extra conseguiu entrar, e então a coisa começou.
— Segure firme e se prepare — ele disse, fazendo minha cabeça girar.
Eu me agarrei a ele com força, minhas unhas cravando em seus braços enquanto seus dedos acariciavam minha i********e. Ele sondou repetidamente, até que, no auge do êxtase, cheguei ao clímax, enviando minha mente para um reino desconhecido.
— Uau. Isso foi explosivo — consegui sussurrar assim que recuperei o fôlego.
— É — concordou ele, m*l conseguindo se controlar.
Se ser penetrada com os dedos por Damian me fazia perder a cabeça desse jeito, eu não conseguia imaginar o que o p*u dele faria comigo.