ARABELLA. Alex continuava sentado à mesa, tentando disfarçar a frustração que claramente borbulhava sob a superfície. Cada vez que eu passava o olhar por ele, sentia uma pontada de alerta — não só pelo que ele tinha feito na cozinha, mas pelo brilho predatório em seus olhos. Ele era imprevisível, perigoso e, de algum modo, atraente, o que me irritava profundamente. — Arabella… — começou, numa voz mais baixa, quase um sussurro, mas carregada de intenção. — Por que está me ignorando? — Porque você me assustou ontem à noite — respondi, fria, tentando manter o controle. — Não sei se entende o que isso significa. Alex inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa, e seu sorriso era como lâminas escondidas: perigoso, provocativo. — Assustar? Eu achei que você… gostasse de um pouco d

