Conversando com Serena.

1035 Words
Acabei de deixar o homem que amo ser torturado, correndo o risco de perder os movimentos das mãos. Júlio chegou perto de mim e me chamou. _ Senhora, vamos resolver o problema da sua hóspede? _ O que você descobriu? Ela está falando a verdade? _ Vamos lá falar com ela, descobri algumas coisas interessantes. _ Saímos e fomos para o galpão. “Serena” Preciso ajudar esse coitado, minha mãe deve estar mantendo ele prisioneiro. _ Fala comigo, você quer ajuda para fugir? Eu te ajudo, sei que minha mãe é r**m, mas posso te auxiliar a se esconder. _ Serena, amo sua mãe, não estou aqui abrigado, ela é a mulher da minha vida. _ Eu não acredito em você, como ela pode fazer isso com suas mãos e dizer que te ama? _ Serena ela é líder de um grupo de pessoas más, se ela não permitisse que eu passasse pela iniciação eu não poderia ser assumido como parceiro dela. _. Mas ela não pode mandar na vida das pessoas como se ela fosse Deus. _ Tenta entender, ela tem que seguir as leis da família, e seu casamento também faz parte disso. Você deu sorte dela pensar em você e te casar com Júlio, porque tinha mais três líderes querendo casar com você. _ Você está me dizendo que devo agradecer a ela por ter me casado com Júlio e não com um velho nojento ou um agressor de mulheres. _ Isso mesmo, sua mãe só fez pensar em seus filhos até hoje. _ Mandou meu irmão embora deus sabe para onde. _ Porque se ele ficasse aqui seria morto. _ Você defende ela demais, não vê o tanto de pessoas que morrem pelas mãos dela ou de seus homens. _ Ela não obriga ninguém a vir pedir dinheiro emprestado e nem comprar drogas, mas todos sabem que tem que pagar. _ Sou médica e fiz um juramento de defender a vida e ela mata as pessoas, como conseguirei me entender com ela? _ Só lembra a parte que ela é sua mãe e te protegeu de tudo até que foi possível. Prometo pensar, as queimaduras de suas mãos foram superficiais, não vai ter sequelas. _ E quanto tempo até eu poder usar minhas mãos de novo. _ Acho que em uma semana já estará bem cicatrizada, eu virei te visitar dentro de uns três dias. _ Preciso ir para meu quarto agora. _ Eu te ajudo em qual quarto você está ficando? _ Com sua mãe. _ Você está no quarto da minha mãe? Nossa por essa eu não esperava. _ Se você não quiser entrar lá tudo bem vou sozinho. _ Vamos eu te acompanho até lá, então você é meu padrasto? _ Ainda não, mas pretendo ser. “Nineta” No galpão, Ângela já estava na cadeira, ainda tinha sangue meu e de Carlos no chão. Júlio começou a falar. _ Senhora, Ângela tem um amante e tinha intenção de fugir com ele, mas Raffaele é mais inteligente e prendeu o rapaz e assim controla os movimentos de sua cunhada. Ângela ergueu a cabeça e se desesperou. _ Júlio, você viu Marcelo? Ele está vivo? Júlio ficou olhando para mim esperando eu dar autorização para ele continuar. Balancei a cabeça afirmando. _ Achamos seu amante preso em uma casa e está sendo trazido para cá nesse momento, está bem ferido, mas acho que sobreviverá. _ Obrigada Nineta, eu te devo a vida de um homem bom, ele não tem nada com isso, a única culpa que ele tem é de ter se apaixonado por mim. _ Calma Ângela nada será feito com ele, eu só quero entender se tinha mais alguém ajudando seu marido no golpe contra mim. _ Só o Raffaele mesmo, se você quer saber se Francisco estava armando para você, não, ele te respeita muito, é um velho babão, mas é fiel à família. Matheus entra no galpão e joga Marcelo aos meus pés, magro, todo machucado e agora espancado por Matheus. _ Matheus quem te deu ordem para bater em Marcelo? _ Ninguém, senhora, mas ele é namorado da traidora. Achei que merecia uma surra. Estiquei a mão para ele pedindo a arma, só ouvi Ângela implorando pela vida do seu homem, Matheus me entregou a arma esperando que eu ia matar o homem na frente de Ângela, mas apontei a arma e atirei na perna de Matheus, que caiu de joelhos e me olhando horrorizado. _ Porque a senhora atirou em mim? _ Porque você tem que lembrar quem manda, e fazer exatamente o que eu te mando, você não tem que pensar tem que obedecer, foi dito para buscar o homem e só. _ A senhora está ficando frouxa depois que se envolveu com o tal do Carlos eu ainda mostrarei para a senhora que ele é um traidor. Soltem Ângela e Marcelo, Júlio mande nosso advogado retirar as acusações do nome da Ângela, volte a morar em sua casa e não saia de lá até segunda ordem, entendeu Ângela? Meninos, chamem um médico para tirar a bala da perna de Matheus e coloquem ele na suíte três até segunda ordem. Guilherme, você assumirá o posto do Matheus até eu resolver o que fazer, mas todas suas decisões devem ser avaliadas por mim e por Júlio. _. Sim, senhora. _ Nineta Guilherme é muito novo, não sei se ele dá conta. _ Você também era, e se tornou um ótimo líder. _ Tem razão Nineta, tenho certeza que você sabe o que está fazendo. _ Vamos voltar em casa e ver se meu homem e sua mulher estão bem. Entramos na sala e Serena estava sentada no sofá esperando Júlio. _ Onde está Carlos? _ Descansando em seu quarto, mãe, eu já mandei um dos seus seguranças comprar a pomada para ele passar nas mãos, o remédio de dor e o antibiótico. As queimaduras não foram muito profundas, logo ele estará bem. _ Que bom, fico feliz. Eu não sei o que faria sem aquelas mãos. _ Se a senhora permitir, quero voltar daqui a três dias para ver as mãos dele. _Claro. Serena, você é médica e sabe o que faz.
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