Confrontando meu Consiglieri

990 Words
_ E sua família onde está agora? _ É minha esposa e meu filho senhora estão na casa de uns conhecidos nossos nos arredores de Roma. _ Júlio vem aqui! _ Pois não senhora. _ Pega o Carlos e mais uns dois homens e vai buscar a família do nosso hóspede, e manda o Matias tirar ele da cadeira e levar no quarto três estrelas, até eu confirmar a história dele. Carlos tenta falar comigo. _ Senhora eu preciso falar uma coisa. _ Você só vai ter direito a falar depois que eu me convencer que essa história tem fundamento, até lá você faz o que eu mando e fica calado. _ Sim senhora. Deixei Matias cuidando do nosso hóspede e subi, liguei para Raffaele e chamei ele para uma reunião. Fui tomar um banho e me preparar, se eu confirmar que ele me traiu eu mesma vou acabar com a vida dele. “Carlos” Fui com o Júlio buscar a família do homem que ela não fez questão nem de perguntar o nome, tentei falar com ela, porque sei que sai da linha e confrontei ela na frente dos homens agora ela vai ter que me punir. _ Júlio será que ela vai me matar? _ Olha Carlos eu já vi ela matar por muito menos, ela abriu uma exceção te deu o direito à dúvida e ela não costuma fazer isso, não tenho idéia do que ela vai fazer com você. Chegamos na casa e tinha algumas crianças brincando na frente, eu desci e falei com elas. _ Chama sua mãe, por favor. _ Claro senhor. O menino entrou correndo pela porta e veio acompanhado de uma mulher, dá para ver nos olhos dela o medo, mas veio ereta e me perguntou. _ Com quem o senhor quer falar? _ Com a mulher e o filho de um homem que está com a gente agora. Ela começou a chorar, pegou o filho no colo e me disse. _ Pode me matar mas poupe a vida do meu filho ele é inocente, não tem culpa dos erros dos país. Júlio perdeu a paciência e entrou no assunto. _ A senhora tem que pegar algum pertence na casa? Se não tem, entre no carro agora. Vi ela passar de cabeça baixa com o filho nos braços e entrar no carro. _ Você é muito grosso, tenta ser mais maleável é só uma mãe tentando proteger o filho. _ Carlos você vai acabar morrendo por ser tão bonzinho, olha para nossa Don, e me diz que se você não soubesse o tanto que ela é perigosa você acreditaria? _ Sei que você tem razão, mas quero acreditar na humanidade. _ No nosso mundo a humanidade é podre, e tente sempre se lembrar disso, aquela mulher ali no carro se tiver a chance nos nata sem nem respirar. _ Vou tentar Júlio, vou tentar. Entramos no carro e fomos para o galpão, a mulher tremia tanto que eu comecei a me sentir m*l por ela, mas não abri minha boca já basta eu ter me metido nessa guerra dela com a família. Chegamos Júlio desceu e levou mãe e filho para dentro, chegamos no lugar da cadeira e ficamos esperando. Nineta chegou e fez um carinho na cabeça da criança, a mulher tentou falar, ela só fez um gesto e a mulher se calou. _ Busquem o homem, quero que ele veja a família dele. Matias foi no quarto e veio com o homem, ele estava com as mãos amarradas mas pelo menos está inteiro, a mulher quando viu o marido foi de encontro abraçou. _ Nino, você está bem? _ Estou querida, eu vou fazer tudo para salvar vocês. _ Ele vai nos matar _ Ela disse que nos protege, eu vou acreditar nela. O homem de confiança dela arriscou a vida para me salvar. _ Tá bom vamos contar tudo, meu marido não teve culpa quem descobriu tudo foi eu, eu era secretária do lar na casa do senhor Raffaele e ouvi a senhora Angela comentando com alguém ao telefone, dizendo que o marido é um i****a e não teve paciência, agora está tudo perdido. _ Com quem ela conversava? _ Eu não sei senhora, só sei que ela me mandou embora assim que viu que eu tinha escutado parte da conversa e ameaçou minha família se eu abrisse a boca. _ Por hoje vocês vão ficar aqui, amanhã eu resolvo o que fazer com vocês, mas se isso for mentira eu vou matar vosso filho na frente de vocês. Vi a mulher começar a chorar sem controle, o medo fez ela se urinar em cima. Levem os três para o quarto e limpem esse lugar odeio cheiro de urina, Carlos vem comigo. “Carlos” Acho bom eu ir e ficar calado, o que será que ela vai fazer comigo? _ Vou ter uma conversa com meu Consiglieri e ele está curioso sobre meu novo pupilo vê se não me envergonha. _ Sim senhora. Entramos no escritório e ela foi sentar na cadeira e eu fiquei em pé como já vi Júlio fazer, do lado dela mas não muito perto, vi o Consiglieri me encarando, levantou veio até onde estou e me avaliou. _ Então esse é seu novo recrutado? Parece bem forte, mas não parece um homem da máfia. Levou a mão pegar meu rosto, eu dei um golpe e segurei o braço que ele encostou perto do meu rosto, virei para trás e deitei ele em cima da mesa, com minha perna entre as pernas dele mantendo ele na posição. Nineta olhou bem dentro dos olhos dele que estava bem de frente com ela. _ Nunca se sabe de onde vem o golpe, não é Raffaele? _ Manda seu capanga me soltar. _ Solta ele, agora Carlos. Soltei e voltei à minha posição inicial, Raffaele arrumou a roupa me encarou e voltou a falar com Nineta.
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