As flores

699 Words
Júlio apareceu na porta do escritório, vi que queria me perguntar alguma coisa. _ Júlio, já passamos desta fase, pergunta logo o que você quer perguntar. _ A senhora está bem, vi Carlos passar no galpão e parece meio contrariado. _ Ele quer uma coisa de mim que eu não posso fazer, então deixa que ele vai se acalmar. _ Senhora, eu já vi pessoas de fora da Máfia conseguirem assumir um compromisso com alguém de dentro, eu verei como é feito e volto com notícias. _ Por favor, Júlio, mas não pode ameaçar meu cargo de jeito nenhum, é só isso que você queria? _ O que vamos fazer com nossos hóspedes? _ Mantenha eles escondidos, ainda temos aquela casa no território de Don Antônio e Lara? _Sim temos, faz anos que não usamos. _ Ótimo, assim ninguém vai descobrir, espere anoitecer e leve eles lá, de dinheiro para que se mantenham e novos documentos. _ Pode deixar será feito, nosso outro negócio já está em andamento, ainda vamos fazer? _ Sim Júlio, vamos continuar como combinado, são homens de confiança? _ Escolhidos a dedo, cinco homens que nosso amigo não vai desconfiar. _ Júlio eu preciso de um homem bonito bem apessoado e de total confiança, para por na boate. _ Põe o Carlos lá, se ele conseguir tocar já vai ser um ponto a favor de vocês. _ Você é o segundo a me dizer isso, mas e se eu perder ele para algumas das mulheres que trabalham na boate. _ Se for desse jeito você pode perder ele para a cozinheira da casa ou para outra qualquer, se for para dar certo você vai ter que aprender a acreditar em vosso sentimento. _ Vou pensar nisso Júlio, você já é meu Consiglieri mesmo eu precisando que você case com minha filha para assumir o lugar. _ Obrigado senhora, eu me considero seu amigo, por isso tento fazer o meu melhor. _ Então vamos trabalhar, quando vai acontecer? _ É melhor a senhora não saber, assim vai parecer mais real. _ Tem razão, eu confio em você. “Carlos” Sai do escritório com vontade de matar alguém, Nineta está me usando de escravo s****l e eu estou me deixando usar, como ela acha que vou aguentar essa situação, sai da casa e fui no orelhão dar satisfação para meu superior, faz dias que não consigo uma brecha para falar com eles. Passei pelo carro preto que sei a quem pertence e fui em direção ao telefone público, coloquei a fixa e disquei o número da floricultura, olhei para traz e vi um dos meninos do Júlio me seguindo. Vi meu contato entrar no telefone ao lado. _ Como vão as coisas? _ Tudo bem, eu já estou quase dentro, passando pelos testes e não são nada fáceis. _ Vi sua cara bonita inchada e roxa. _ É melhor você nem imaginar o que passei, não sei quando vou conseguir dar notícias mas está tudo funcionando. _ Vi você saindo com ela, a confiança em você já aumentou? _ Quase nada, tem um homem me seguindo, o braço direito dela não abaixa a guarda. _ Você vai conseguir, não esquece de pedir as flores. _ Vou pedir. Ele saiu eu acabei minha ligação pedi um buquê de margaridas e fui no portão esperar chegar, quero ser eu mesmo a entregar para ela. Não demorou 15 mim o entregador chegou com as flores, eu peguei o buquê e fui para dentro entregar para Nineta. “Júlio” Vi o menino que mandei seguir Carlos entrando, fui de encontro, quero saber o que o policialzinho está aprontando. _ Senhor, eu segui o Carlos como o senhor ordenou. _ O que ele fez? _ Foi até o orelhão, fez uma ligação e voltou ficou no portão esperando, veio um entregador entregou um buquê de flores e foi embora. _ E depois disso? _ Ele foi em direção a casa. _ Entendi, muito obrigado. _ Será que ele é louco de achar que dona Nineta vai aceitar um soldado como parceiro? _ Não devemos nos meter na vida particular da senhora, volte ao seu trabalho. _ Sim senhor, desculpa senhor.
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