Maurício e sua noiva

825 Words
Batem na porta de novo e agora é Maurício, que entrou na minha sala segurando uma menina pelo braço. _ Me solta! Cadê meu pai? Você não manda em mim, eu quero ver meu pai. _ Senhora, esta é a filha do senhor Mário. _ Me solta, você é um bruto, sem educação. _ Solte a menina, Maurício! _ Tem certeza, senhora? Ela tentou fugir de mim várias vezes. _ Ele me amarrou no banco como se eu fosse um bicho, meu pai me mandou não confiar em ninguém. _ Sou amiga do seu pai e prometi a ele te proteger, para isso preciso que você pare de fugir e me escute. Maurício só cumpriu minhas ordens te buscando, ele poderia ter sido mais gentil, mas isso resolvemos depois. _ Se a senhora é amiga dele, me deixe falar com papai, é só isso que eu quero. _ Tudo bem, já mandei soltar a menina Maurício. Peguei o celular e liguei para seu Mário. _ Pronto, senhora, está tudo bem com minha filha? _ Está, mas preciso que o senhor fale para ela confiar em mim e que não fuja. Depois que eu tiver tudo resolvido, aviso o senhor onde ela está e o senhor vai visitá-la. Passei o celular para a menina e a vi chorar, falando com o pai e se acalmando, me passou o celular, seu Mário me agradeceu e desligou. _ Sente-se que resolveremos sua vida. _ O que a senhora fará comigo? _ Vou te levar para um lugar com uma amiga minha, lá você ficará até completar 18 anos, depois nós conversamos. _ O seu capanga me disse que sou noiva? _ Esse assunto só será discutido quando você fizer 18 anos, até lá estude e cresça, toda vez que você precisar de alguma coisa, meu capanga estará disponível para te ajudar. _ Não pode ser outro? _ Por quê? Maurício é de minha total confiança. _ Ele me deixa nervosa, fica me olhando e não fala nada. _ Você vai se acostumar com ele e esta sensação vai melhorar, considere ele como um amigo. _ Tentarei, o que faço agora? _ Vá com Maurício, ele vai te levar para tomar café da manhã. Enquanto isso, eu acabarei de resolver um problema e já iremos para seu novo endereço. Vi a menina sair com Maurício ainda ressabiada, mas mais tranquila, ele conseguiu me trazer ela sem contar que ele é o noivo, ótimo. Liguei para Francisco, que logo me atendeu. _ Pronto! O que aconteceu para minha Don, me ligar? _ Preciso de uma reunião com você, pode ser hoje depois do almoço. _. Sim, estarei esperando, ou a senhora prefere no galpão? _ Terei que ir até a cidade e te encontro em seu escritório, às 13:00, acho que consigo resolver meu outro problema em tempo. _ Estarei esperando. Mandei uma mensagem para Ana no orfanato pedindo para que me esperasse, porque sei que ela tem aula de manhã. Me mandou um jóia, levemos a menina ao orfanato e depois levarei Maurício ver Siciliano de perto. Quero-o com ódio e querendo muito proteger a menina, sei que Siciliano fará isso acontecer. Cheguei na cozinha e vi Maurício olhando com carinho para Lilian e ela comendo um pedaço enorme de bolo de chocolate. Quando me viu, parou. _ Pode acabar de comer, eu espero vocês na sala. Lilian relaxou e Maurício voltou a sua pose de soldado. Sentei-me na sala e esperei, logo eles vieram Lilian, mais tranquila, na presença imponente de meu soldado, ele tem 18 anos. Dos meninos traidores, ele é o mais velho, moreno, alto, com uma barba bem cuidada e de terno preto. Eu, se não tivesse meu homem, pegaria para criar. _ Vamos, onde está sua mala? _ Ele não me deixou trazer nada, só a foto do meu pai. _ Maurício, como assim, você não deixou ela trazer as coisas dela? _ Ela não tinha nada que prestasse, um monte de trapos velhos só ia servir de pano de chão. _. Mas eram meus panos de chão. _ Já chega! Darei dinheiro para Maurício comprar algumas roupas para você, e alguns itens que você precisará. Maurício falou: _ Não precisa, senhora, eu tenho dinheiro e posso me encarregar disso. _ Senhora, eu não quero depender do dinheiro dele, a senhora me empresta e eu pagarei com meu trabalho assim que puder trabalhar. _ Vamos, já estou ficando atrasada, e você paga para Maurício assim que você conseguir, e não tem mais discussão. Saímos e levamos Liliam ao orfanato que agora funciona como uma escola, deixei-a com Ana, expliquei a situação e Maurício ficou de vir buscá-la para levá-la para comprar as roupas. Enquanto isso, Ana emprestará algumas peças para ela. Saímos e fomos falar com o Siciliano, esse, sim, será um encontro tenso. Marquei com ele na sede da máfia porque é meu território, ele é insuportável, arrogante e se acha o poderoso.
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