Ela sorriu em resposta, um sorriso que prometia mais do que palavras poderiam expressar, um sorriso que era, em si, uma provocação. — Só estou dançando, não pode? — ela retrucou, virando-se para mim com um desafio. Com um gesto impulsivo, segurei seu queixo, trazendo um senso de inti'midade ao nosso encontro. Seu rosto, agora tão próximo ao meu. Aproveitando a proximidade, inclinei-me em direção aos seus lábios. — Estou louco, é esse o efeito que você provoca, a insanidade — sussurrei, minhas palavras flutuando no escasso espaço que nos separava. Ela fechou os olhos, antecipando um beijo, entregue ao momento e à carga elétrica que pairava no ar. Porém, ao perceber minha hesitação, seus olhos se abriram, um vislumbre de confusão e talvez uma ponta de decepção passando por eles. — Não

