Capítulo um: Adeus Brasil, adeus calor infernal

3022 Words
  Brasil... um lugar com muita coisa errada. Bandidagem aqui não vem da favela, vem dos nossos ilustres políticos, as pessoas são loucas e matam sem nenhum motivo. Tudo bem que algum animal te fechar no trânsito dá vontade de matar, mas aqui as pessoas matam por muito menos, e quando eu digo "por muito menos" quero dizer, por lugar na fila... é eu disse, aqui o assaltante tem medo de ser assaltado. Mas nem tudo aqui é r**m, tem cultura de sobra, tem paisagens lindas e algumas preservadas, a fauna e flora, mesmo que pouca, é enriquecedor, e temos a Amazônia que, pelo amor de Deus, não é o pulmão do mundo, isso é questão de pesquisa, podemos dizer que é incrível, sua extensão territorial e a vida que lá habita. Temos também rios e cachoeiras... enfim esse país é lindo e maravilhoso quanto suas paisagens, fauna e flora, mas perde muito para outros fatores que são extremamente importantes. Hoje, finalmente eu e meu irmão vamos nos mudar, daqui a doze horas vamos pousar em Londres. Depois que meus pais morreram em um acidente de carro a quase oito anos, a vida aqui para mim já não faz mais sentido. Nunca fez, mas depois disso passou a fazer menos ainda. Por sorte meu irmão conseguiu um emprego na M.A.C- Miller auto companies que traduzindo significa "empresas automobilísticas Miller", e para minha sorte, ele conseguiu uma entrevista lá para mim também... como secretária, mas é melhor do que ficar na casa dos meus tios sendo obrigada a trabalhar na antiga empresa do meu pai, que me lembrava muito eles. Nosso voo está marcado para as nove da noite para chegar lá então chegar às nove da manhã, sabendo disso resolvo dormi um pouco antes de ir viajar. — Carolina, acorda já são sete horas, e daqui até o aeroporto são quase uma hora. — Henrique falou alisando meus cabelos. — Henrique, me deixa dormir. — Digo manhosa. — Carolina ou você acorda ou eu te deixo aqui. — Me levantei parecendo um zumbi e fui para o banheiro tomando um banho. Depois de todas as higienes escolho uma blusa curta branca de manga cumprida, uma calça rasgada um salto nude e uma make forte. Saí do quarto, peguei minhas malas e fui ao encontro do meu irmão que estava lindo cm uma roupa casual. Ele parece muito com o nosso pai, até no jeito de falar. — Uau você está linda. — Sorrio envergonhada. — Está com vergonha? Quem não te conhece que te compre Carolina Reis. — Riu pegando minhas malas. Parei em frente aos meus tios que estavam emocionados, e não demorou muito para eles me abraçaram apertado. — Obrigada, por tudo. Eu amo vocês. — Sorri para eles. — Vamos? — Perguntei para Henrique que apenas concorda com a cabeça e entramos no táxi indo para o aeroporto. — Por que eles não vieram conosco? — — Eles vão sair para jantar daqui a pouco, você ia... ainda bem que a sua passagem é para hoje hein... — Sorri para ele e desviei meu olhar para a janela ficando em silencio até chegarmos ao aeroporto. Acordei com o meu irmão me chamando, saímos do avião e seguimos para a nossa nova casa onde ele me apresentou todos os cômodos antes de descansarmos para sairmos. Meu irmão já tinha um emprego na área confecção de peças, seja elas de automóveis, de casas, apartamentos, joias etc. Era só pedir que ele sabia desenhar. Passamos em um dos pontos turísticos de Londres, o famoso London Eye, a roda gigante que por muitos anos era considerada a maior do mundo. Foi muito legal, divertido, um máximo, amei, mas tivemos que seguir o nosso caminho ou íamos nos atrasar. Quando o carro de Henrique parou em frente ao grande prédio da M.A.C encarei aquele lugar boquiaberto, a entrada do local era totalmente simples, porém sofisticada e bela, mesmo com todos os espelhos, não era possível ver o que acontecia lá dentro. — Vamos logo Carolina. — Henrique me chamou. Anuí e entrei com ele. — Oi Rosalyn, trouxe minha irmã para fazer a entrevista com o senhor Miller. Libera ela aí, e eu vou subir para pegar um papel com a Miller júnior. — Eles riram e logo fui liberada para subir. Pegamos o elevador, ele parou no décimo primeiro andar, enquanto eu ia descer no vigésimo. Quando cheguei não vi ninguém na mesa da secretária, mas tinha coisas femininas, fui em direção a única sala do andar, bati na porta e não escutei nada, bati de novo e nada, forcei a maçaneta e abri a porta. — Meu Deus... — Falei assustada, na hora a mulher parou de chupar o m****o do homem, ele me deu um sorriso de canto me fazendo ter um pouco de repulsa. Ela me olha com raiva contida e o mesmo tempo com vergonha. — Quem é você? — Perguntou o canalha arrumando sua roupa. — Eu sou a pessoa que veio para a entrevista de emprego. — Digo como se fosse óbvio encarando os dois. — Ah... a irmã do desenhista. — Diz em deboche. Não fui muito com a cara dele... — Não, a irmã do papa. — Digo retribuindo deboche, ele fechou a cara pra mim e foi a minha vez de sorri. — Volta pro trabalho Elem. — Ela passa por mim bufando me fazendo piscar para ela. Ninguém merece..., v***a. — Senta. — Me sentei de frente para ele querendo que isso acabasse o mais rápido possível. — Por que quer trabalhar na M.A.C? — Perguntou aparentando interessado. Olhei para meu currículo em suas mãos e me forcei a ficar calma. — Eu poderia dizer que sei que tenho qualidades para isso e quero contribuir para o crescimento da empresa, mas ao invés disso, prefiro dizer que não tenho medo de encarar desafios, e trabalhar em uma das maiores empresas que fabricam peças automobilísticas do mundo e para o mundo é gratificante. Confesso, não fiz muitas pesquisas a respeito da empresa ou seus donos, mas acredito que eu poderia ajudar a melhorar o rendimento da empresa, dá opiniões que podem fortalecer a companhia, mostrar que essa é uma empresa séria que visa a zelar pelos funcionários e pelo profissionalismo. — Falei confiante e ele me olhou por um tempo sério. — Ok, seu currículo é bastante interessante para uma mulher de vinte e cinco anos, vejo que você trabalhou por alguns anos na empresa de design Reis, por qual motivo foi demitida? — Repousou os papeis na mesa e me olhou cruzando os braços. — Eu não fui demitida. Eu pedi para sair pois consegui uma entrevista aqui. Nada de especial. — Falei breve. — Entendo. Você sabe que a única vaga que temos disponível é a de assistente pessoal, certo? — Não... Anuí olhando em seus olhos. Ele respirou fundo. — Ok. Vá até o RH e assine todos os papeis, amanhã você começa às sete e trinta da manhã e sai às seis e vinte. O seu salário é de mil e seiscentos, o seu horário funcionará assim, de sete e trinta as meio dia e trinta você trabalha dentro da empresa fazendo o papel da secretária, de meio dia e trinta até uma e meia você sai para almoçar, depois volta e vai até seis e meia. Seus horários extras serão pagos cento e cinquenta a hora e se eu precisar viajar você vem junto comigo e essas viagens serão pagas trezentos o dia. Qualquer dúvida o pessoal do RH estará de peito aberto para te ajudar. — Ele diz se levantando e estendendo mão, seguro minha risada e a aperto mesmo com nojo. — Passar bem senhor Miller. Nos vemos amanhã — Saio da sala dele e procuro um banheiro para limpar minhas mãos. Credo! Caminho em direção ao RH fazer os negócios para minha admissão. Saio da empresa exatamente no horário de almoço, então resolvo ir em um restaurante perto da empresa, chego no restaurante e peço uma mesa observando o lugar. Quando me sento, peço um prato do dia, e almoço tranquila em meus pensamentos, pago minha conta e saio do lugar. Quando coloco o pé para fora sou derrubada com tudo no chão, quando vi quem me assustei na hora. — Heitor? — Digo o confusa me levantando com a ajuda dele. — Oi Carol. — Falou colocando as mãos nos bolsos de sua calça. — O que você está fazendo aqui? — Pergunto olhando para ele que estava diferente, mais encorpado, com barba. — Vim para uma reunião com o senhor Miller. — Diz me olhando também. — Caramba..., você mudou muito. — — Eu mudei? Olha quem fala! Desde de quando você encorpou desse jeito? — Dei um pequeno sorriso. — Desde que eu saí daquele lugar, eu decidi não ser eu. Queria ser outra pessoa, com novos pensamentos. — Anui. — Sua mãe pergunta sobre você, mas seu pai... ele é difícil. — Ele murmurou um "eu sei". Trocamos de assunto e marcamos de ir a uma festa para comemorar minha vinda para Londres, e meu emprego. Nos despedimos indo cada um para o seu lado, ele entrou no restaurante e eu fui pra casa onde fiquei fazendo nada o resto do dia inteiro, até que anoiteceu e com ela meu irmão chegou me perguntando como foi com o Victor. — Aí eu cheguei lá e a tal de Elem estava chupando-o. — Digo revirando os olhos — Sério? Acho melhor você ficar longe dele. — Dei de ombros, pouco me importando. — Tá, dane-se essa parte. Agora me conta, quando você começa, seu horário, salário, fim de expediente, e tudo mais. — Ele disse tudo rápido e por fim parou para respirar, eu apenas ri. — Eu começo amanhã as sete e trinta e saio as seis e vinte. Meu salário foi fechado em mil e seiscentas libras, tenho cerca de um hora de almoço. E se o bonito tiver uma reunião, ou precisar de mim no meio da madrugada eu tenho que ir, ou é demissão na certa. Não que ele tenha falado isso, mas secretaria pessoal é para isso, não é? — Falei rindo de nervoso. Henrique suspirou pesadamente. — Ele é bonito. Muito bonito para falar a verdade. — Divaguei. Quando me dei conta, Henrique estava com a cara fechada e respirando forte. Sorri amarelo e me levantei lentamente. — Carolina? Vem aqui irmã. — Neguei com a cabeça lentamente e me preparei para correr. — Não corre irmã. Eu só quero saber mais sobre o que você acha sobre aquele filho de uma c****a. — Me virei e corri. — Eu já não mandei você não correr? — Gritou vindo atrás de mim. — Irmão seu lindo, para com isso, eu prometo que não falei nada sobre meu chefe gostosão. Quero dizer, eu quero pão. — Digo tentando correr dele — Carolina Reis, eu estou a ponto de te matar. Passa direto para o seu quarto. — Neguei e cruzei os braços batendo o pé no chão. — Não. Você não é meu pai. — Henrique murchou e se sentou no sofá novamente. Me amaldiçoei internamente e me sentei ao lado dele. — Eu só quero te proteger Carol. Eu não quero ocupar o lugar do papai, eu só quero o melhor para você. — Ele falou encarando o nada a sua frente. — Eu sei..., eu nem sei por que falei aquilo. Me desculpa. — Abracei ele que retribuiu o abraço. — Ah antes que eu me esqueça, o Heitor está na cidade, trabalhando como Advogado do Victor, o que eu achei estranho, mas não posso julgar. Ele nos chamou para uma balada no sábado vamos? — Pergunto. — Vamos sim, mas se comporta. Promete? — Concordei prontamente. —Mano, todos nós sabemos que Heitor não gosta da minha fruta, gosta da sua. — Disse e entrei no meu quarto, tomei banho coloquei um pijama e dormi sem nem ver a hora. Acordei no dia seguinte, vesti uma roupa simples e sai do quarto depois de fazer minha higiene. Desci as escadas indo para a cozinha onde vi meu irmão com os braços cruzados esperando a cafeteira terminar de fazer o café. — Bom dia Henrique. — Digo me sentando a mesa e me servindo uma torrada com suco. — Bom dia Carolina. — Me respondeu com os lábios presos, como se tivesse segurando um sorriso. — Está tudo bem com você? — Pergunto estranhando seu comportamento. — Está sim, e com você? — Perguntou me fazendo anuir. — Normal. — Respondo, mas logo me arrependo ao sentir o cheiro podre que chegou a minhas narinas. — Eu odeio você, que cheiro de morte Henrique! — Henrique deu uma gargalhada alta. Saí da cozinha com meu café da manhã e fui para meu quarto. A tarde toda foi um tédio muito grande. Fizemos nada, apenas vimos filmes, e jogamos baralho até que enfim chegou à noite, fomos tomar banho para nos encontrar com Heitor que estaria nos esperando no local. Terminei de me arrumar e não encontrei Henrique na sala, então desci indo para o estacionamento e lá o encontrei em cima do capô do carro, com uma blusa social preta, calça jeans, e seu sapa tênis preto. — Ou novinho, você vem sempre aqui? — Brinco indo até ele passando a mão sobre seu peitoral segurando o riso. — Às vezes, mas por você venho todos os dias. — Falou piscando para mim não aguentando mais dei risada, ele me acompanhou. — i****a, vamos logo. — Falei e ele concordou saindo de cima do capô do carro, ligando o carro seguimos para a balada, onde tivemos que esperar na fila, quando chegou nossa vez meu irmão entrou e eu fui barrada. — Identidade por favor. — O grande homem na porta pediu. — Não trouxe. — Olhei para meu irmão que estava na porta me olhando curioso. — Então não posso te deixar entrar. Você não tem nenhuma foto no celular da sua identidade? Qualquer coisa que comprove ser maior de idade? — Apontei para a pessoa atrás dele. — Tem meu irmão. — O homem fez uma cara estranha e negou com a cabeça. — Sinto muito, não posso. Ordens da casa. — Anui me colocando para o lado. — Deixe a garota entrar. — Falou uma voz grossa atrás de mim, me virei cuidadosamente e vi ele, Victor Henrique Miller ou mais conhecido por mim como babaca, estrupício. — Obrigada senhor. — Ele acenou com a cabeça. Olhei para o segurança que me deixou passar. Fui até Henrique e entrelacei nosso dedos e entramos por completo na boate. Entramos e fomos para o bar beber esperando Heitor, minutos depois começo a dançar com um cara quando, minutos depois sinto alguém chegar por trás, me viro pra ver quem é e me surpreendo ao ver Heitor ali. Então com o carinha na minha frente e Heitor atrás virei recheio do sanduíche deles, já estávamos completamente bêbados e nada de bom iria sair dali, ou sim, mas continuamos a dançar atraindo a atenção de algumas pessoas. Quando iríamos dar um beijo triplo sinto ser jogada nas costas de alguém e ser levada pra fora do local. Sentia músculos muito bem definidos, e um perfume do qual já senti e não faz muito tempo. E custando a raciocinar, vendo as minhas opções percebo que ali, só poderia ser o senhor Miller. — Senhor Miller! Me coloque no chão imediatamente. — Grito socando suas costas. — Que p***a você estava fazendo? — Ele grita comigo — Me divertindo com meu amigo e um cara, por que virou crime? — Perguntei sem entender nada. —Não, mas você está completamente bêbada e eu não ia aceitar alguém se aproveitar de uma mulher indefesa! E estou te impedindo de odiar seu amigo amanhã. — Fala com raiva, mas não grita como estava a segundos atras. — Você não sabe o que está dizendo! — A não? E como seria? Você ia beijar ambos e depois? Ia trepar com eles? — Olhei para ele sem reação e corri tentando ficar o mais longe dele. Victor narrando A primeira vez em que a vi entrando minha sala e atrapalhando minha quase f**a, soube neste instante que era ela, mas quando ela me enfrentou sendo totalmente petulante eu tinha certeza era ela, tudo nela me encantou, Fodas-se se tiver menos de 24h que eu a conheço, Fodas-se eu a quero e eu a vou ter. Custe o que custar! Hoje quando eu vi que ela estava bêbada e quase beijando um completo desconhecido e o Heitor, subiu me subiu um ódio descomunal, eu quase os matei ali, porém me lembrei que eles estavam podres de bêbados, então peguei ela e a joguei em minhas costas saindo com ela dali. Todos estavam muito bêbados para virem atrás de mim, e se tivessem vindo, meus seguranças iriam os impedir. Mas, ela saiu correndo para longe de mim e só aí eu percebi a merda que tinha falado. Em um momento de raiva genuína, falei coisas que não devia nem pensar muito menos falar. E agora vendo ela se afastar percebo o quão babaca eu fui. Corri atrás dela e antes que ela pudesse raciocinar, a puxei e a beijei. No início ela relutou, mas depois se entregou, terminamos o beijo com selinhos. —Vem. — Abro a porta do carro que ela pudesse entrar. Resolvo levar ela para o meu apartamento, já que ela tá sem a chave da sua casa e nem falou nada depois que nos beijamos. Na metade do caminho percebo que ela dormiu estava tão serena que quando entrei com o carro na garagem não tive coragem de acorda-la. Peguei ela no colo com cuidado e a levei para minha casa, mais precisamente para minha cama. Tirei seu vestido apertado, deixando-a com sua roupa intima. Velo seu sono por alguns segundos e saio do quarto levando uma cueca e uma calça de moletom. O jeito é dormir no quarto de hospedes.
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