Me aproximei da calçada em que ele estava sentado e sentei do seu lado. Ele não olhou para mim, provavelmente irritado, mas pensando bem... com o que? O que eu fiz, afinal? A única coisa que eu sempre quis foi estar próximo das pessoas que eu amo sem precisar me diminuir para caber em seus espaços. Não quero isso para mim. Eu coloquei minha mão no seu joelho e ele continua cabisbaixo. — Está com raiva de mim? — questionei. — Não... — Está. — Afirmei. — Não tô, Ju. — Tudo bem. — Deitei minha cabeça nos seus ombros e nos abraçamos de ladinho. — Me perdoa por ter machucado você de alguma forma. Eu me senti excluída, ainda me sinto, confesso. As vezes parece que você só me afasta, parece que é isso que você quer. — Não, nunca! Me desculpa por ter deixado você pensar isso. Eu nunca iria

