TAIRON NARRANDO Depois que resolvi todas as pendências do dia, senti que minha cabeça já não estava funcionando direito. Passei a manhã inteira conferindo o fechamento do baile, organizando algumas mudanças na distribuição das cargas, trocando ideia com os gerentes da boca e acertando umas paradas que já estavam engavetadas fazia tempo. Trabalhar sempre foi a melhor maneira de ocupar a mente. Mas, naquele dia, nem isso estava sendo suficiente. Resolvi voltar para casa. Precisava de um tempo sozinho. Precisava colocar a cabeça no lugar. Assim que entrei, o silêncio da casa me chamou atenção. Era estranho. Durante dois anos, eu me acostumei a dividir aquele espaço com a Angélica. Agora, não tinha mais nenhuma roupa dela espalhada, nenhum perfume no banheiro, nenhuma maquiagem em ci

