Chacal chegou na boca ainda cedo, os primeiros clientes do dia já circulavam pelo beco estreito. O cheiro forte da fumaça misturava-se ao som de conversas abafadas e música distante. Ele desceu da moto com o semblante sério, chamando atenção dos meninos que estavam sentados em volta, embalando os pacotes. — Como tá o movimento? — perguntou, enquanto tirava o capacete e o jogava para um dos rapazes. — Tá indo, chefe. Desde cedo tá saindo bastante — respondeu um deles, se levantando rápido. Chacal olhou em volta, observando o ritmo das coisas com atenção. Apesar de tudo parecer sob controle, ele sabia que o negócio não podia ficar estagnado. Para ele, crescer era uma questão de sobrevivência. — Reúne os meninos aí. Quero falar com todo mundo sobre um novo ponto — ordenou, em tom firme.

