Dentro da casa, o ambiente era pesado, quase sufocante. Lurdes se mantinha ereta na poltrona, os lábios pressionados em uma linha rígida. Seus olhos varriam Dante da cabeça aos pés, examinando-o como se ele fosse uma praga que acabara de entrar em sua casa. Helena, sentada ao lado dele no sofá, sentia o desconforto crescer a cada segundo. — Então, é você o famoso Dante? — Lurdes começou, cruzando os braços. O tom era carregado de desdém. — Sou, sim, dona Lurdes — respondeu ele, com um sorriso contido. Não era um sorriso amigável, mas uma máscara de paciência que ele colocava quando enfrentava situações como aquela. Lurdes arqueou uma sobrancelha, ignorando completamente a tentativa de cordialidade. — Que tipo de homem usa um apelido desses? Parece nome de bandido. Helena arregalou os

