Depois que Chacal saiu, Helena trancou a porta e apoiou as costas contra ela, tentando processar tudo. O olhar determinado dele ainda estava gravado em sua mente, assim como as palavras: “Você não sabe de nada.” Ela olhou ao redor do pequeno espaço que agora chamava de casa, mas, pela primeira vez, não sentiu segurança ali. Cada sombra parecia maior, cada barulho lá fora mais ameaçador. Sentou-se no sofá e tentou organizar os pensamentos. Por que alguém mexeria nas suas coisas? O que procuravam? O cansaço começou a pesar, mas o sono não vinha. Helena pegou seu celular e hesitou por um momento antes de abrir a conversa com a mãe. — “Mãe, como vocês estão?” — digitou, mas apagou em seguida. Não sabia o que dizer. Era perigoso se aproximar deles agora, especialmente com tantas coisas acont

