Helena ficou ali, em silêncio, absorvendo cada palavra de Chacal. Ele a deixara com um gosto amargo na boca, uma sensação de que ela estava presa em um jogo do qual não sabia as regras. O que ele esperava dela agora? Ela não sabia mais o que fazer. Por um lado, queria seguir sua moral, sua vontade de fazer o certo, mas sabia que, no mundo de Chacal, as regras eram diferentes. Ele falava como se estivesse em controle, como se ela fosse apenas uma peça em seu tabuleiro. O som do relógio na parede parecia ecoar mais forte, e Helena percebeu que não tinha mais tempo para refletir. Ela sabia que algo grande estava prestes a acontecer, e seu lugar ali estava ficando cada vez mais insustentável. O celular de repente vibrou em seu bolso. Era uma mensagem de Heitor. “Helena, preciso falar com vo

