Madá Narrando Meu coração batia acelerado. Tentei me soltar dos braços dele, mas Miguel me segurou firme, com aquela força que sempre teve sobre mim. E não era só física. Era algo pior. Algo que me fazia estremecer de raiva e desejo ao mesmo tempo. Senti o cheiro da pele dele, aquela mistura de perfume bom, suor natural e erva que eu já conhecia tão bem. O cheiro que me lembrava todas as vezes que a gente se pegou, todas as noites que ele já me teve. E o pior era saber que eu tava com saudade dessa p***a. — Eu não vou parar, Madalena. Tu é minha. Sempre foi. — A voz dele saiu rouca, me fudendö toda. Puxei o ar com força, tentando recuperar o controle. Só que o braço dele apertava minha cintura, e meu corpo conhecia demais aquele contato. — Isso é errado! — soltei, entre dentes. — Tu

