Maíra Narrando A faculdade estava mais cheia do que o normal hoje. Eu entrei no banheiro com a sensação de que tinha alguém me vigiando, mas estava muito apertada, pra esperar até chegar em casa. O lugar estava vazio, até que a porta se abriu e ele entrou. Eu ia gritar quando eu vi o Miguel. Não sei se já mencionei, mas ele tem um jeito de aparecer do nada, como se já soubesse o que você vai fazer antes de você mesma saber. — E aí, gostosa, como tá? — A voz dele era a mesma de sempre, firme, sem pressa, como se estivesse no controle da situação. Eu dei um passo para trás, instintivamente, e fiquei tensa. Não só por ele ser quem era, mas porque eu sabia que ele gostava de brincar com a situação. — Tô bem, Miguel... e você? — Perguntei, tentando manter a calma, mas o ambiente fechando a

