Miguel Narrando Josué foi na frente, os passos firmes, o ombro largo tenso, e eu logo atrás, com o peitö apertado por algo que não era medo. Era aquele peso de quem carrega um segredo por tempo demais. A porta do escritório bateu atrás de mim com um estalo seco. Ele se virou já lançando aquele olhar interrogatório. — Fala logo, Miguel. O que é que tu quer? A vontade de soltar tudo sobre a Maíra veio quente, queimando na ponta da língua, mas eu segurei. Isso podia füder com tudo. Não dava pra enfiar os pés pelas mãos. Respirei fundo, tentando arrumar as palavras na mente. — Preciso te contar uma parada, irmão. Um bagulho sério. — encostei na mesa, os olhos firmes nos dele. — E desde quando tu vem cheio de mistério pra mim? Fala logo, caralhö. — ele já tava impaciente, o tom mais alto

