Marcela Narrando Carälho,vou te falar, o bagulho tá sinistro. O clima dentro do carro parecia que até o ar tava com medo de circular. A Maíra dirigindo com a cara fechada, o maxilar travado, e eu? Eu tava com o cü tão apertado que nem Wi-Fi passava. — É ele, né? Pelo amor de Deus, Maíra, fala que é ele que tá naquele carro! — soltei de uma vez, a voz saindo fina, parecendo até que tava perdendo oxigênio. A Maíra olhou pra mim, os olhos arregalados, e só balançou a cabeça, negando. Ah, pronto. — Aí, carai! Putä que pariu! — bati a mão no painel. — Por que será que tão seguindo a gente? Será que sabem quem é o seu pai? Será que o Miguel faz parte de uma facção criminosa? — comecei a disparar pergunta atrás de pergunta, o coração batendo mais rápido que funk de 150 bpm. A Maíra continua

