Maíra Narrando Depois de uma noite não muito legal, de virar na cama sem conseguir fechar os olhos, de tentar de todas as formas até rastrear a placa do telefone do Miguel… eu rastreei. Mas era como correr atrás do vento. O vazio da madrugada parecia gritar mais alto que meus pensamentos. O número não dava sinal, o GPS não carregava. O peitö apertava de um jeito que eu nunca tinha sentido. O Miguel… sumido. O sol m*l nasceu, eu já estava de pé, agora aqui sentada na beirada da cama, com o celular na mão, olhando pra tela sem saber o que fazer. O corpo cansado, mas a mente a mil. O cheiro do café vindo da cozinha me tira do transe. Me levanto, pego o moletom jogado na cadeira e vou até lá. — Bom dia, Maíra. — Ela fala sem virar o rosto, mexendo na xícara de café como se fosse uma manhã

