Miguel Narrando O carro para em um lugar deserto, com pouca luz, a única coisa visível era a casa abandonada à distância, quase apagada. Uma sensação de perigo no ar, algo pesado, como se o vento já soubesse que o jogo estava virado. — Aqui é onde vocês vão me deixar, seus vagabündo s? — pergunto, tentando manter a marra, mas a adrenalina já tá subindo. Os botas não falam nada. Eles me arrancam de dentro do carro, me empurram com força, e antes mesmo de eu reagir, eu sinto a primeira porrada, direto no meu estômago. — Carälho, isso é abuso! — grito, mas já é tarde demais. Outro soco vem, dessa vez no rosto. O gosto de sangue toma conta da boca, mas eu não vou ceder, não vou deixar eles acharem que sou fraco. Tento reagir, mas é uma chuva de socos, como se eles estivessem esperando is

