Marcela Narrando Demorei pra pegar no sono, mas todas as vezes que abri os olhos, ele tava ali, do lado da minha cama, sem ter obrigação nenhuma. Falei pra ele que eu tava bem, que tava segura porque tava dentro de um pronto-socorro, que ele podia ir embora resolver as coisas dele, ainda mais depois de tudo que tinha acontecido. Mas ele só balançou a cabeça e disse que não ia me deixar sozinha, não agora. A médica precisou me dopar pra eu dormir, porque a dor tava grande, mesmo eu não tendo paciência de ficar em hospital. Quando acordei, ouvi ele falando alto e me assustei sem entender o que tava rolando. — Não quero saber! Tu vai medicar ela, e eu vou levar ela pra casa! — A voz dele tava firme, carregada de marra. Abri os olhos e vi que tinha uma médica e uma enfermeira dentro da sal

