Miguel Narrando O som da porta metálica se abrindo me tirou do transe. Anderson entrou, terno alinhado, postura firme, deixando o outro advogado no chinelo. Chegou na hora certa, do jeito certo. Sabe quando bate aquela sensação boa no peito? p**a que pariu, o cara manda demais no que faz. O outro advogado e o carcereiro, com certeza, não gostaram das atitudes do Anderson. Mas tô pouco me fudendö. — Senhor Miguel, vamos direto ao ponto — o advogado que estava me representando começou, todo formal, mas a voz dele tremia de leve. — Você tem direito a permanecer em silêncio, qualquer coisa que disser pode ser usada contra você... Revirei os olhos. — Poupem o teatro, já ouvi isso mais vezes do que você trocou de gravata. Anderson fez um sinal com a mão, cortando o cara. — Passa tudo sobr

