O barulho do motor da moto ecoou pela garagem da casa antes de ser silenciado. Alexandre subiu as escadas com a mente a mil, carregando o peso de um dia tenso nas ruas do morro. Ele precisava de silêncio, de um copo de whisky e, acima de tudo, dela. Quando abriu a porta do quarto, o cheiro de sabonete de baunilha e vapor d'água o atingiu como um soco suave no peito. Sofia estava saindo do banheiro, secando os cabelos com uma toalha pequena. Ela vestia apenas uma camiseta preta dele — uma peça que ficava enorme nela, mas que Alexandre achava ser a roupa mais sexy do mundo. O tecido fino moldava a curva da barriga e deixava as pernas longas e claras totalmente à mostra. Ele travou na porta, os olhos escurecendo instantaneamente. — Você demorou… — ela disse, com um sorriso doce que des

