O corredor já estava mais tranquilo quando Imperador se afastou para resolver algumas coisas com os médicos. Renata permaneceu encostada na parede, respirando fundo, tentando absorver tudo o que tinha acontecido desde que entrou naquele hospital. Caíque observou o jeito dela — os dedos inquietos, os olhos perdidos, o corpo tenso. Ele se aproximou devagar, como se não quisesse assustá-la. — Renata — chamou, com a voz baixa. — Vem cá um minuto. Ela levantou os olhos, ainda meio confusa. — O que foi? Caíque a puxou suavemente pelo braço até um canto mais vazio do corredor, onde poderiam conversar sem tanto movimento. — Eu tava pensando… — ele começou, coçando a nuca, claramente escolhendo as palavras. — Desse jeito, não dá pra você voltar pra tua casa. — Eu sei — ela murmurou. —

