A subida do morro naquela noite parecia diferente. Não porque o caminho tivesse mudado, mas porque algo neles tinha. As luzes amarelas espalhadas pelas casas iluminavam o trajeto torto, e o som distante de risadas, música baixa e passos ecoava como um lembrete de que a vida seguia, indiferente aos sentimentos que cresciam dentro de um homem acostumado a controlar tudo. Imperador estacionou o carro diante de casa e ficou alguns segundos com as mãos apoiadas no volante. O motor desligado, o silêncio pesado. Sofia percebeu. Sempre percebia quando ele estava lutando consigo mesmo. — Chegamos — ele disse por fim, a voz grave, mais baixa que o normal. Ele saiu primeiro, contornou o carro e abriu a porta pra ela. Sofia apoiou a mão na dele para descer. O toque foi simples, mas carregado de alg

