O sol m*l tinha nascido e o morro já estava acordado. Lá embaixo, o barulho dos motores das motos se misturava com os gritos das crianças que corriam descalças. Aqui em cima, o som era outro: o clique seco dos carregadores, o estalo do rádio chiando, a vida pulsando entre o caos e o controle. Era mais um dia normal no trono que construí com sangue e lealdade. Levantei cedo, como sempre. Não era o tipo de homem que dormia muito — quem manda, não dorme. A vista do alto da Babilônia era bonita, mas eu já não via beleza. Eu via território. Cada viela, cada barraco, cada olhar que se desviava quando eu passava. Tudo tinha um preço. Tudo era meu. Caique já estava na sala quando saí do quarto. — Acordou cedo hoje, Imperador. — Ele me entregou o copo de café preto. — Dormi pouco — respondi, p

