Otávio dirigia como se estivesse perseguindo alguém, mesmo sem destino certo. As mãos agarravam o volante com tanta força que os nós dos dedos ficavam brancos. O carro cortava a avenida, ultrapassando veículos sem aviso, enquanto o homem tentava respirar fundo — em vão. A sensação de perder o controle queimava por dentro como ácido. Ligou o som do carro, desligou. Abriu a janela, fechou. Nada acalmava a inquietação feroz no peito. — Renata… — murmurou para si mesmo, mastigando o nome como se fosse um veneno. — O que fez com a Sofia? Ele não acreditava na possibilidade de Sofia ter ido atrás dessa prima por vontade própria. Para ele, tudo era manipulação. Alguém estava usando sua esposa, confundindo a cabeça dela, fazendo-a agir contra o próprio marido. Contra a família que ele tinha “

