SOFIA -SIMPLICIDADE

809 Words

A casa da Renata era pequena, simples, quase humilde demais para alguém acostumada à minha antiga vida — mas naquele momento, era o lugar mais seguro do mundo. Um quadrado de paredes finas, com cheiro de café guardado e sabão em ** seco. Tudo improvisado, cada cantinho usado com cuidado e carinho. A cama de solteiro encostada na parede, o ventilador que fazia um barulho leve, como se engasgasse com o próprio vento, e uma cortina fina que balançava com a brisa da manhã. Eu estava sentada no colchão, pernas cruzadas, as mãos tremendo enquanto seguravam a xícara de café que Renata tinha preparado antes de sair. Era fraco, ralo, diferente dos cafés fortes que o Otávio gostava. E, ainda assim, aquele gosto aguado era a minha primeira sensação real de liberdade. Era estranho — liberdade tinha

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