O carro deslizou pela avenida larga do asfalto com uma suavidade que ainda causava estranhamento em Sofia. Ela observava pela janela os prédios altos, as fachadas envidraçadas, pessoas caminhando apressadas com roupas bem passadas e celulares colados ao ouvido. Tudo parecia outro mundo, distante do morro onde aprendera a sobreviver em silêncio. Imperador dirigia atento, óculos escuros no rosto, postura firme. Não parecia deslocado ali — apenas mais contido. O tipo de homem que ocupava qualquer espaço sem pedir licença. — É aqui — disse ele, reduzindo a velocidade. O hospital surgia imponente, fachada clara, moderna, com grandes letras metálicas indicando o nome da instituição. Um porteiro uniformizado se aproximou assim que o carro parou na entrada coberta. Imperador desceu primeiro, c

