A noite caía silenciosa sobre o hospital público do morro, tingindo os corredores de um cinza azulado. As luzes frias piscavam, emitindo um leve zumbido constante. No quarto isolado do fundo, Sofia despertou devagar, como se estivesse emergindo de um poço profundo. A primeira sensação foi o cheiro: desinfetante, leve odor metálico de equipamento médico e algo mais suave… um perfume masculino, amadeirado, que ela não reconhecia, mas que estava ali. Quando abriu os olhos, viu a sombra larga de Imperador dormindo na poltrona ao lado da cama. A posição era desconfortável: cotovelos apoiados nos braços da cadeira, queixo encostado no peito, respiração pesada de quem não dormia direito fazia dias. Ele não tinha tirado a camisa. O braço tatuado descansava sobre o estômago, e até naquele estado d

