O caminho de volta foi silencioso, mas não desconfortável. Imperador dirigia com uma mão firme no volante, a outra repousando de vez em quando sobre a perna de Sofia, num gesto quase automático, protetor. Sofia observava as luzes do morro passando pela janela, o coração ainda acelerado pelo que tinha acontecido no bar, pela confusão, pelo susto, pela forma como ele a defendera sem hesitar. Quando chegaram, a casa estava quieta. O portão se fechou atrás deles com um rangido baixo, familiar. — Vai tomar banho primeiro — Imperador disse, simples, já abrindo a porta. — Tá — Sofia respondeu, cansada. Ela subiu devagar, sentindo o corpo pesado, a barriga puxando, o bebê se mexendo como se também estivesse tentando se acomodar depois da noite agitada. Entrou no quarto, separou uma camisola…

