IMPERADOR - DOMINGO NO HOSPITAL

1271 Words

O silêncio do hospital no domingo tinha um ritmo diferente — mais lento, quase preguiçoso. Sofia acordou sentindo o cheiro distante de produto de limpeza misturado ao ar condicionado gelado demais. Piscou algumas vezes, tentando entender onde estava, até que a memória veio como uma onda: o acidente, a dor, a ambulância… e o Imperador. Virou o rosto para o canto do quarto, ainda sonolenta, esperando vê-lo ali na poltrona onde ele tinha passado a noite inteira. Mas a poltrona estava vazia. A manta que uma enfermeira tinha emprestado continuava ali, dobrada com o mesmo cuidado exagerado que ele tinha quando ninguém estava olhando. Mas ele… não. Uma pontada de preocupação atravessou o peito dela. Algo irracional, automático. Era estranho acordar e não encontrar aquele homem que, mesmo no cao

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