Caíque terminou de se arrumar com a pressa de quem já acorda em alerta. A camiseta preta caiu bem no corpo largo, o relógio pesado no pulso denunciava o hábito de quem vivia controlando tempo e movimento e como habito, a pistola foi na cintura. Calçou o tênis, passou a mão no cabelo curto e respirou fundo antes de sair do quarto. A casa ainda estava silenciosa, mas ele sabia que Renata já estava acordada. Encontrou-a na cozinha, vestida de forma simples, mochila pequena nas costas, o uniforme da loja dobrado com cuidado no braço. O rosto bonito, mas tenso. Os olhos atentos demais para uma manhã comum. — Pronta? — perguntou, observando cada detalhe dela. — Tô — respondeu, forçando um sorriso. — Não quero chegar atrasada. Caíque pegou a chave da moto e fez um gesto com a cabeça. Eles s

