Alexandre fechou a porta com cuidado atrás de si. A casa estava silenciosa, quebrada apenas pelo barulho distante do morro acordando aos poucos. O sol entrava pela janela da sala, espalhando uma luz quente que desenhava sombras longas no chão. Sofia estava sentada no sofá, com as pernas esticadas, uma das mãos apoiada na barriga arredondada, o olhar perdido em algum ponto invisível. Ele parou por um segundo antes de se aproximar. Havia aprendido, com o tempo, que Sofia precisava ser alcançada com calma. Não por medo — nunca fora isso —, mas porque ela carregava dentro de si um mundo inteiro em reconstrução. — Dormiu bem? — perguntou, a voz baixa, sem a dureza que todos conheciam dele lá fora. Sofia levantou o rosto devagar e sorriu de leve. — Um pouco. A neném resolveu virar a noite co

