SOFIA -

777 Words

O quarto era simples, paredes claras, cheiro de álcool e silêncio cortado apenas pelo bip ritmado do aparelho ao lado da cama. A tarde de sábado entrava suave pela janela quando Sofia finalmente abriu os olhos. Por um instante, tudo pareceu embaralhado. A luz. A dor fraca no corpo. O peso no peito. O medo. Mas, quando piscou de novo, três figuras ganharam forma diante dela. Renata, de olhos inchados e rosto cansado. Caíque, encostado na parede, braços cruzados, observando tudo com atenção de soldado. E, do lado da porta, uma presença que preenchia o quarto inteiro: Imperador. O coração de Sofia acelerou. Renata foi a primeira a perceber a mudança no monitor. — Sofi? — Ela se aproximou devagar, como quem tem medo de quebrar algo frágil. — Graças a Deus, você acordou! Sofia tentou f

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