Eles se despediram ainda com o som do pagode ecoando morro acima. Imperador saiu primeiro, abrindo a porta do carro para Sofia com o mesmo cuidado de sempre, a mão firme nas costas dela, protegendo. Sofia entrou devagar, cansada, mas com um sorriso pequeno no rosto. Antes de fechar a porta, Imperador lançou um último olhar ao redor, instinto puro, certificando-se de que estava tudo sob controle. — Qualquer coisa, liga — ele disse baixo. — Já é — Caique respondeu. O carro desceu o morro devagar, engolido pelas luzes quentes da Babilônia. Caíque e Renata seguiram de moto. O vento batia forte, mas não era isso que fazia Renata ficar quieta. Ela se segurava nele, porém distante, a cabeça apoiada de leve, sem a animação de outras vezes. Caíque percebeu na hora. Ele sempre percebia. Quando

