A respiração ofegante de Renata encontrou a de Caíque no ar quente da noite. O beijo, antes urgente e faminto, suavizou-se, tornando-se uma troca lenta e profunda de promessas não ditas. Caíque se afastou o suficiente para fitá-la, os olhos castanhos incandescentes sob a luz da lua. Ele enquadrou o rosto dela com as duas mãos, sentindo a pele macia e o calor da sua excitação. — Vamos entrar — ele sussurrou, a voz rouca de desejo e nervosismo. Renata assentiu, um sorriso tímido, mas absolutamente radiante, brincando em seus lábios. Ela não precisou de mais convite. Entrelaçaram os dedos, um toque mais seguro, mais nosso, e Caíque a conduziu para dentro da casa, para longe da brisa. O caminho do quintal até o quarto principal parecia uma eternidade e, ao mesmo tempo, um piscar de ol

