Imperador acordou mais cedo naquele dia, antes mesmo do barulho do morro começar a ganhar forma. Virou para o lado, viu Sofia dormindo com sua camiseta, parte da b***a estava a mostra, o cabelo bagunçado, mas ela estava em paz. Ficou alguns minutos sentado na beira da cama, cotovelos apoiados nos joelhos, olhando para o nada. A decisão já estava tomada desde a noite anterior. Ele não confiava completamente no postinho. Não por desprezo — sabia da luta de quem trabalhava ali —, mas porque conhecia as limitações. E aquela criança não era “qualquer uma”. Não para ele. Tomou banho, vestiu uma roupa discreta, sem chamar atenção, foi atéo quarto e beijou Sofia. Ela ainda estava deitada, a mão repousada sobre a barriga, os olhos meio perdidos no teto. — Acordou cedo hoje — ela disse, a voz

